Começar um novo ano letivo costuma vir com planos, expectativas e, muitas vezes, uma pressão silenciosa para “dar conta de tudo”. Provas, trabalhos, metas pessoais, inseguranças sobre o futuro profissional… a rotina de estudos pode ser tão exigente quanto qualquer jornada de trabalho. É justamente por isso que a campanha Janeiro Branco faz tanto sentido dentro do universo acadêmico.
Mais do que uma ação pontual, o Janeiro Branco é um convite à reflexão: como está a sua saúde mental? O que você tem feito para cuidar dela ao longo da sua trajetória como estudante?
O que é o Janeiro Branco e como ele surgiu?
A campanha Janeiro Branco nasceu no Brasil em 2014, idealizada pelo psicólogo Leonardo Abrahão. A escolha do mês de janeiro não é aleatória: ele simboliza recomeços, páginas em branco e a possibilidade de repensar hábitos, emoções e prioridades.
A ideia é simples, mas poderosa: usar o primeiro mês do ano para refletir sobre o cuidado emocional — um passo essencial para que o estudante possa encarar o período acadêmico com mais equilíbrio e bem-estar.
O principal objetivo do Janeiro Branco é:
- Incentivar o diálogo sobre saúde emocional;
- Combater estigmas relacionados ao cuidado psicológico;
- Estimular que as pessoas reconheçam seus limites e procurem apoio quando necessário.
A saúde mental no dia a dia do estudante
Para quem estuda, a pressão nem sempre é visível, mas é constante. Muitos alunos convivem com:
- Medo de não corresponder às expectativas da família;
- Ansiedade com provas, TCC e desempenho acadêmico;
- Sobrecarga de tarefas e falta de tempo para descansar;
- Comparações com colegas e sensação de estar “ficando para trás”.
Com o tempo, esse acúmulo pode evoluir de um cansaço comum para algo mais profundo: estresse crônico, ansiedade intensa e até burnout acadêmico.
🎥 Abaixo, um vídeo que aborda esses desafios específicos enfrentados por estudantes:
📚 Saúde mental dos estudantes: um tema urgente 🧠
Leia mais: Como a sua saúde influencia a vida acadêmica?
Principais sinais de alerta
Nem todo cansaço é apenas físico. Alguns sinais merecem atenção especial:
- Sensação constante de exaustão, mesmo após descansar;
- Dificuldade de concentração e lapsos de memória;
- Irritabilidade, choro fácil ou apatia frequente;
- Insônia ou sono não reparador;
- Desmotivação extrema em relação aos estudos;
- Sintomas físicos sem causa aparente, como dores de cabeça ou no estômago.
Esses sinais indicam que pode estar acontecendo algo além do “normal” da rotina universitária.
Cansaço comum x sofrimento psíquico
Todo estudante se cansa. A diferença está na intensidade, duração e impacto na vida cotidiana.
| Cansaço comum | Sofrimento psíquico |
| Surge após períodos intensos | Persiste por semanas ou meses |
| Melhora com descanso | Não melhora mesmo após pausas |
| Não afeta profundamente a autoestima | Vem acompanhado de culpa, desânimo e sensação de incapacidade |
Reconhecer essa diferença é um passo essencial para buscar ajuda no momento certo.
Estratégias práticas de autocuidado para estudantes
Cuidar da saúde mental não exige mudanças radicais — mas sim constância.
Algumas ações acessíveis que fazem diferença:
- Criação de pausas regulares: técnicas como o método Pomodoro (25 minutos de foco + 5 de pausa) ajudam o cérebro a manter o rendimento.
- Higiene do sono: evitar telas antes de dormir, manter horários regulares e criar um ritual noturno ajudam o sono ser reparador.
- Regulação emocional simples:
- Respiração profunda por 2 minutos;
- Escrever o que está sentindo;
- Nomear emoções (“estou ansioso”, “estou frustrado”) — isso ajuda a reduzir a intensidade do que sentimos.
- Limites e autocompaixão: você não precisa ser produtivo o tempo todo. Respeitar seus limites também faz parte do processo de aprender.
E se quiser aprofundar esse olhar, confira este vídeo curto com dicas sobre sintomas e impactos do estresse e ansiedade na saúde mental:
🔗 Vídeo: Sintomas e impacto da tristeza, estresse e ansiedade na saúde mental – por Ame Sua Mente (canal focado em autocuidado e informação confiável). Saúde mental: estresse, ansiedade e autocuidado no YouTube (Ame Sua Mente)
Leia mais: Criando um plano de estudos eficiente: dicas para manter a rotina no semestre
Quando procurar ajuda profissional?
Buscar acompanhamento psicológico não é sinal de fraqueza — é um ato de responsabilidade com a própria saúde.
Considere procurar apoio quando:
- Os sintomas interferem na sua rotina acadêmica;
- Você sente que não consegue mais lidar sozinho;
- Há perda de prazer em atividades que antes eram importantes;
- Pensamentos negativos persistentes começam a dominar.
Hoje existem opções acessíveis, como atendimentos online, clínicas-escola e serviços públicos.
Perfis nas redes sociais para seguir
Para complementar sua compreensão sobre saúde mental, seguem alguns links de perfis e canais confiáveis:
🔗 @danpsicologo – Instagram e canal do YouTube com foco em bem-estar emocional, ansiedade e estresse:
• https://www.instagram.com/danpsicologo/
• https://www.youtube.com/@danpsicologo
🔗 Canal Ame Sua Mente – vídeos curtos com dicas práticas de saúde mental:
• https://www.youtube.com/@amesuamente (procure vídeos como “Sintomas e impacto da ansiedade”) (amesuamente.org.br)
🔗 Centro de Valorização da Vida (CVV) – informações e apoio para qualquer fase emocional:
• https://www.youtube.com/c/CVVOficial (conteúdos educativos sobre saúde mental) (segs.com.br)
Leia mais: Humanidade em pauta: respeito, empatia e inclusão
Saúde mental não é luxo — é base
O Janeiro Branco nos lembra que aprender, crescer e se desenvolver só é possível quando o aluno está inteiro — não apenas intelectualmente, mas também emocionalmente.
Quanto antes estivermos atentos aos sinais do corpo e da mente, mais preparados estaremos para enfrentar os desafios da vida acadêmica com equilíbrio e qualidade de vida.
Que este janeiro seja, de fato, uma página em branco para você escrever uma história mais gentil consigo mesmo.
